terça-feira, 9 de agosto de 2016

Aquilo que eu não te disse

  Sempre fui aquela pessoa que não dá um passo sem pensar nas possíveis consequências que aquilo pode causar. Mas que depois passa horas, dias, pensando como seria... E se eu fizesse de tal forma? E se eu falasse o que eu realmente estava sentindo? E se eu simplesmente me permitisse? E se...
    Às vezes a gente perde a chance de viver momentos incríveis somente por medo de dar errado, medo de quebrar a cara, de não ser do jeito que a gente espera que seja e até mesmo de se decepcionar mais uma vez.
  Agora eu percebo, qual a graça de passar a vida me privando de viver novas experiências por medo de outras que deram errado? Pois é, eu não permiti que nós dois nos conhecêssemos melhor, que a gente saísse de novo e que você tocasse violão mais vezes pra mim. Eu também não disse o quanto eu gosto do seu abraço e nem como eu me sentia leve conversando com você.
    Ah... Tem tanta coisa que eu não te disse, mas pode ser que agora não importe mais (até porque, talvez você nunca leia isso), afinal, tudo passa... até a uva.

"Quando a gente não diz o que sente, o outro vai embora sem saber que talvez tivesse um motivo para ficar" e eu queria ter demonstrado, mas não soube.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Fotografias aleatórias da semana









Presente da Melitta, a primeira vez que se ganha uma promoção a gente nunca esquece. 














Por hoje é isso, espero que tenham gostado das fotos. Até a próxima.


terça-feira, 25 de março de 2014

No aconchego de um sonho ruim



                                                                           
     Só sei que corri, corri de um inferno que jamais poderei escapar. Sendo a mente humana a maior câmara de tortura do mundo, como imaginei que uma simples bala de chumbo poderia me livrar dela?
       Quando me disseram, ainda criança, que Deus condena os suicidas, eu desconsiderei. Hoje, tantos anos depois, eu percebo como fui tosca.
       Abri os olhos e tentei me levantar, apenas para me deparar com a dura verdade de que não poderia, jamais, me mover novamente. Senti o ar quente, denso e pesado, entrar nos meus pulmões, a escuridão envolveu meus olhos e aos poucos o acostumou com a falta de luz. Conforme o ar ia chegando ao fim e a sensação de claustrofobia ia aumentando, percebi que, talvez, estivesse no real inferno.
      Movi meus lábios e gritei, ocupei cada espaço vazio com o som da minha voz e, mesmo que raros, os vácuos do tumulo ecoaram com meu desespero. Eu chorava sem lágrimas. Não poderia morrer novamente, pois já me encontrava toda morta, presa numa caixa de concreto e na minha própria cabeça e corpo.
      Não havia lugar para cometer suicídio, não havia canto para meus ouvidos e para meus braços debaterem. Não tinha nenhum ponto que eu pudesse bater minha cabeça e abrir meu crânio mais uma vez, não, eu não podia sequer me mexer, quem diria... Tentando morrer novamente?      Só sei que conforme minha consciência ia diminuindo eu orei, orei para todos os santos que lembrava. Orei para Deus e para o mundo. Orei até para o demônio. Quando, enfim, desmaiei. Acordei.
     Levantei de repente na minha cama, olhei ao redor e, então, me senti mais viva que nunca. Enquanto eu me lembrava de que estava na minha casa e não enterrada, recordava também que a vida valia a pena, pois se aquilo era uma breve demonstração do inferno, nenhum sofrimento terreno chegaria aos pés.
       Só sei que foi no aconchego de um sonho ruim, nos braços do meu pior pesadelo, que pude mais uma vez contemplar o valor da vida.






sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Playlist da semana


  

   Habemus uma playlist de quem usa fone de ouvido mas sempre acaba cantando a música em voz alta. Segue abaixo algumas das músicas que tenho ouvido  ultimamente e é bem provável que eu ouça elas pra sempre, sempre, sempre.
    Clique no nome da música para ouvi-la :D




  

domingo, 25 de agosto de 2013

Câmera antiga - Olympus Pen



   Tenho um amor imenso por câmeras analógicas antigas, comprei essa da foto pelo mercado livre e está funcionando perfeitamente , ela foi lançada em torno de 1959 e parou de ser fabricada no início dos anos 80. O interessante dessa câmera é que ela dobra o número de fotos, por exemplo: Com um filme de 36 poses ela dobra para 72 fotos, legal né? :D
Em breve, farei um post sobre a revelação das fotos da Olympus pen, espero que tenham gostado, até a próxima.